Golpes e Fraudes

Microsoft derruba rede que enviou mais de 1 bilhão de mensagens de phishing

Três serviços vendiam kits de golpe, com 2.300 modelos que imitam bancos e órgãos do governo em mais de 150 países. Veja o que mudou e como se defender.


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Ilustração de um servidor disparando dezenas de e-mails de phishing, barrados por um escudo laranja.
Imagem ilustrativa.

Uma ação da Microsoft e da Health-ISAC tirou do ar a infraestrutura de uma rede ligada a mais de 1 bilhão de mensagens de golpe desde janeiro de 2026. Os alvos eram consumidores e mais de 75 mil organizações, e mais de 750 milhões das mensagens miravam clientes da Microsoft.

Uma loja de golpes pronta

Segundo a eSecurity Planet, a operação derrubou três serviços ligados entre si. O YAM Store era um mercado clandestino que vendia acesso a contas e ambientes de nuvem da Microsoft e do Google obtidos de forma fraudulenta. O CoGUI era um kit de phishing, com sites e mensagens falsas que imitam organizações de verdade. O Iron Man oferecia mais de 2.300 modelos que se passam por bancos, lojas, serviços de saúde e órgãos públicos em mais de 150 países.

O criminoso não precisava saber programar. Comprava o kit, escolhia o modelo e disparava as mensagens, por e-mail e por SMS.

O que saiu do ar

A ação teve ordem da Justiça americana, no distrito sul da Flórida. Até 14 de outubro, mais de 20 mil contas ligadas ao YAM Store foram desativadas, e mais de 100 mil domínios usados em fraudes estavam sendo bloqueados. A investigação começou com a Polícia Nacional do Japão, que apurava campanhas fraudulentas no país.

A limitação é clara: a ação atingiu fornecedores de infraestrutura, e não cada campanha. O ecossistema de phishing continua de pé, e novos kits tendem a aparecer.

Ser imitado não é ser invadido

A Microsoft faz um aviso útil para quem recebe mensagem de golpe: o fato de uma empresa ter sido imitada por um modelo não significa que os sistemas dela foram invadidos. Alguns domínios usados vinham de organizações que deixaram o registro vencer, e outros eram de empresas falsas criadas só para obter serviços de nuvem. As mensagens pareciam confiáveis porque saíam de uma infraestrutura aparentemente legítima.

Como se proteger

  1. Não clique em links de mensagens inesperadas que falam em conta bloqueada, pendência ou prêmio. Abra o site digitando o endereço ou use o aplicativo oficial.
  2. Confirme por outro canal. Se o banco ou órgão público “avisou” algo, ligue para o número que está no cartão ou no site oficial.
  3. Ative a verificação em duas etapas, de preferência com aplicativo ou chave de segurança, e não só por SMS.
  4. Fique de olho em logins estranhos. Avisos de acesso novo na sua conta merecem atenção imediata, e vale encerrar as sessões abertas.
  5. Reporte o golpe ao serviço que foi imitado, para que o link seja derrubado.

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