Golpes e Fraudes

Operação da Interpol prende 1.462 pessoas e recupera US$ 105 milhões em golpes

A Serengeti III, na África, derrubou redes de fraude online, ransomware e golpes de investimento. Veja os golpes que ela atingiu e como evitá-los.


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Ilustração de um globo com pontos de operação conectados, algemas e moedas recuperadas.
Imagem ilustrativa.

Uma operação coordenada pela Interpol com 20 países africanos e os Estados Unidos terminou com 1.462 prisões e mais de US$ 105 milhões recuperados. Os golpes que ela atingiu são os mesmos que chegam a brasileiros por mensagem e por anúncio: investimento falso, phishing e aplicativos de empréstimo que são armadilhas.

Os números da Serengeti III

A Interpol divulgou o balanço em 22 de outubro de 2026, segundo o The Record. As prisões aconteceram no verão. Mais de 10 mil redes maliciosas foram derrubadas, quase 66 mil vítimas foram identificadas, e as perdas somadas passam de US$ 385 milhões. Os crimes foram fraude online, ransomware e fraude por e-mail empresarial, aquela em que o criminoso finge ser um fornecedor ou chefe para desviar pagamentos.

Os golpes por trás das prisões

Os casos mostram bem como os golpistas trabalham. Em Uganda, 365 estrangeiros foram presos e duas redes de fraude internacionais foram desmontadas. Centrais de atendimento usavam roteiros, plataformas de investimento falsas e sites fraudulentos para convencer aposentados na Ásia a investir em esquemas que não existiam. Segundo uma autoridade ugandense, a maioria dos presos vinha do sul e do leste da Ásia e morava num conjunto de apartamentos que parecia restringir a circulação deles.

Na Nigéria, um suspeito foi preso por um esquema de phishing e fraude de e-mail empresarial que juntou cerca de 2,1 milhões de endereços de e-mail. Em outro caso, um golpe de investimento divulgado por aplicativos de mensagem teve mais de US$ 2,4 milhões em lucros suspeitos rastreados, boa parte lavada com criptomoedas. A Tanzânia derrubou um esquema de aplicativo de empréstimo malicioso, e o Gabão desarticulou uma rede de fraude na importação de carros anunciada em redes sociais.

Por que olhar para isso daqui

A reportagem é sobre a África e não cita o Brasil. Mas o roteiro é universal: promessa de lucro fácil, plataforma que parece profissional, contato por aplicativo de mensagem e pressa. Quem investiu no esquema falso só descobre quando tenta sacar. E a operação segue aberta: várias investigações continuam.

Como se proteger

  1. Desconfie de lucro garantido. Investimento sério não promete retorno fixo nem pede que você traga amigos.
  2. Confira a empresa antes de depositar. No Brasil, verifique se ela é autorizada pela CVM ou pelo Banco Central.
  3. Não instale aplicativo de empréstimo que chegou por mensagem ou anúncio. Baixe só de lojas oficiais e leia as permissões que ele pede.
  4. Desconfie de pedido de pagamento por e-mail que muda dados bancários. Confirme por outro canal, como o telefone que você já tinha.
  5. Não deixe a pressa decidir. Se a mensagem manda agir agora, pare, converse com alguém e confira.

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