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Hacker explora firewalls e VPNs e junta mais de 70 mil credenciais; América Latina é 32% das vítimas

Pesquisadores ligam o ator k0t a grupos de ransomware. Quase um terço das vítimas está na América Latina, e a porta de entrada são aparelhos expostos.


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Ilustração de um muro de tijolos rachado com o túnel de uma VPN, uma chave e várias senhas escapando.
Imagem ilustrativa.

Um ator de ameaças conhecido como k0t vasculha a internet atrás de firewalls e VPNs expostos, invade os que encontra e coleta credenciais em escala. Os pesquisadores do Group-IB e da NyxLab contaram mais de 70 mil logins roubados, e 31,9% das vítimas estão na América Latina.

Quem é k0t e onde ele ataca

O grupo, que também aparece como CryptoFeel e Member19, foi visto pela primeira vez em 22 de outubro de 2025. Segundo o The Hacker News, os pesquisadores acreditam que ele tenha ligação com os grupos de ransomware Qilin e The Gentlemen, talvez como corretor de acesso inicial ou afiliado.

Por região, as vítimas se dividem assim: Ásia-Pacífico, cerca de 38%; América Latina, 31,9%; Europa, 15,8%; Oriente Médio e Norte da África, 12,7%. Muitos ataques aconteceram entre fevereiro e junho de 2026. A frase dos pesquisadores explica a escolha dos alvos: o produto e o local do aparelho exposto parecem importar mais do que o setor da vítima.

A porta de entrada

A rotina começa com buscadores como FOFA e ZoomEye, que listam aparelhos ligados à internet. Os alvos principais são firewalls Fortinet FortiGate e Palo Alto Networks GlobalProtect. Para entrar, o grupo explora falhas conhecidas, como a CVE-2025-64446, no FortiWeb, e a CVE-2026-0257, no PAN-OS e no Prisma Access, e também tenta combinações comuns de usuário e senha.

Dentro da rede, o invasor mapeia o Active Directory, procura mais credenciais e instala ferramentas de acesso remoto legítimas, como MeshCentral e Atera, para continuar entrando. Os dados saem por meio do Rclone para serviços de nuvem como Wasabi e MEGA.

O que isso muda para quem não é empresa

A reportagem trata de redes corporativas e não fala de contas de usuários comuns. Mas a lição chega a qualquer pessoa que administre um escritório pequeno, um consultório ou uma loja: o roteador, o firewall e a VPN ligados à internet são a vitrine do negócio, e as senhas fracas e os programas sem atualização são o que o ataque automatizado procura.

Como se proteger

  1. Atualize firewall, VPN e roteador assim que o fabricante lançar correção, especialmente os da Fortinet e da Palo Alto citados no relatório.
  2. Troque senhas padrão e fracas de qualquer equipamento ligado à internet, e use senhas diferentes em cada um.
  3. Ative a verificação em duas etapas no acesso por VPN.
  4. Não deixe painéis de administração abertos para a internet inteira. Limite o acesso por endereço ou use a VPN.
  5. Desconfie de ferramentas de acesso remoto que você não instalou. Se encontrar uma, investigue antes de apagar.

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